quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

TECNOLOGIAS EMERGENTES NO ENSINO: POSSIBILIDADES DO USO DE FERRAMENTAS MÓVEIS EM SALA DE AULA

 

Crédito da Imagem: Canva
Quem diria que em tão pouco tempo a educação pudesse romper as fronteiras da sala de aula e ganhar o mundo? Pouco tempo se comparado com alguns avanços da tecnologia no sentido de desenvolvimento de medicamentos, robôs, espaçonaves etc., porém nas décadas de 1960 e 1970 quando a internet foi criada, nos Estados Unidos, com foco exclusivo para atividades militares, não se pensava que logo fosse alcançar a comunidade acadêmica.

O uso destas tecnologias em sala de aula e as suas possibilidades têm sido cada vez mais surpreendentes e o exemplo disso é ver que algumas escolas no Brasil e no mundo já abandonaram os cadernos para a aderirem aos tablets e smartphones!  Não há como impedir que os avanços tecnológicos desta natureza aconteçam, pois da mesma forma que ferramentas de compartilhamento como OneDrive, Google Drive, Megadrive, Dropbox, etc. também estão aí para garantir que todos tenham acesso simultâneo às mesmas informações, as salas de aula têm se invertido e o espaço do aluno tem ganhado cada vez mais a sala de aula, o que resulta em aprendizado ágil, rápido e eficiente. Parece que o encurtamento do tempo é a palavra de ordem quando se contrapõe a tecnologia.

A escola está se transformando

Agência Brasil. Alunos de escola no interior do Amazonas têm sala com acesso à internet
 (Foto: Divulgação / Amazonas Atual Jornal)


As ferramentas utilizadas em sala de aula possibilitaram inúmeras formas de aprendizado, seja em tempo real com pesquisas super atualizadas através de bibliotecas virtuais pelos aplicativos específicos ou até mesmo de acervos disponibilizados pela própria instituição, seja na modalidade síncrona de comunicação com o uso de bate-papos, chat pelos aplicativos para celulares ou assíncrona em formato de fóruns de discussão, blogs, e-mails etc.

 O padrão de sala de aula que conhecemos no passado deu espaço a uma nova forma de aprender e de ensinar, o ensino colaborativo no qual são valorizados o espaço e a  criatividade do estudante está tomando conta do universo do aprender a aprender, pois o que antes demandava um grande tempo de deslocamento seja para a sala de aula ou à biblioteca para a pesquisa em livros e enciclopédias, que muitas vezes já estavam obsoletos em suas informações por conta da conhecida logística de produção de um livro impresso, já não é mais um empecilho para aprender, pois a supervelocidade que a internet proporciona resolveu esse “problema”, e os softwares de leitura e escrita simultânea, como audiobook ou WriteMonkey, por exemplo vieram trazer benefícios inclusive para estudantes com algum tipo de deficiência ou incapacidade.


Um pouco de História

No ano de 2008 quando ainda cursava a graduação, recordo-me que sem saber praticamos algo inusitado para o auxílio no nosso aprendizado. Era algo que nem imaginávamos que anos depois poderia ser chamado de “novas tecnologias de aprendizagem”: usávamos um método pouco usual para a época, e consistia em pedir autorização para o professor, para nos deixar gravar os áudios de sua aula, de modo que facilitasse o nosso estudo e revisão em outro momento. Era incrível como estes áudios mesmo com péssima qualidade por causa das características acústicas da sala de aula e da tecnologia precária utilizada trazia tantos resultados de aprendizagem. Este artifício perdurou por toda a minha graduação.

Estas gravações eram armazenadas em nuvem quase instantaneamente e toda a turma tinha acesso através de um login e senha compartilhados através dos grupos de discussão de e-mails que eram utilizados à época, pois ainda não tínhamos acesso a ferramentas como Telegram ou WhatsApp.


Acesso amplo e irrestrito às tecnologias educacionais emergentes

A exemplo do case contado acima, hoje já vemos outras tantas possibilidades de uso de ferramentas educacionais, pois os alunos não mais copiam da lousa, ou fazem anotações em cadernos. Alunos já não usam caderno em sala de aula, pois preferem fazer uma foto ou vídeo do conteúdo que é ministrado para revisarem em momento oportuno. É possível fazer “audioanotações” do conteúdo da aula, para ouvir depois, além das transmissões síncronas e assíncronas de todos os conteúdos, o que tem se tornado cada vez mais comum.

O professor não precisa mais estar do lado do aluno, para ajudá-lo a aprender, basta dar o direcionamento, pois migrar especificamente do ensino para a aprendizagem requer grande esforço por parte de todos.

Estudar no conforto de casa, do trabalho, no transporte público, no escritório enquanto atende clientes, possibilita ao estudante o acesso à educação de maneira irrestrita e o professor como agente deste novo tempo, precisa se adaptar para que este aprendizado aconteça de forma completa e irrestrita, pois as tecnologias móveis estão disponíveis a um número amplo de pessoas. Carneiro & Turchielo (2013), reforçam que estes aparatos, não apenas auxiliam na aprendizagem mas ajudam a concretizar o conceito de EAD, isso não anula a condição de que as questões da acessibilidade ainda precisam ser trabalhadas.  

Barbosa (2005) defende que ao falar em educação na sociedade em rede, observa-se  que  é  preciso  desenvolver  uma  cultura  da  aprendizagem  e, por outro lado, o Professor Manuel Moran (1999), complementa que o aprender a  aprender, aprender  a  ser,  aprender  a  conviver, com base nos pilares da UNESCO de Jacques Delors para a educação (1998), cria no sujeito a atividade de autoria, criatividade, desenvolvimento  e autonomia do senso crítico o que desenvolverá  no indivíduo, competências informacionais e educativas simultaneamente.

É possível assistir a vídeos, filmes, fazer enquetes, fazer avaliações, debates, interagir com pessoas de todo o mundo em tempo real, dá para assistir a uma palestra sem sair de casa, e ir à escola  para aprender, deixou de ser tarefa imprescindível. 

Há que se lembrar que a democratização da educação através das tecnologias emergentes  no ensino não é a panaceia dos problemas educacionais no Brasil, pois, para que o estudante tenha acesso a todas essas possibilidades aqui descritas, ele precisa ter acesso ao dispositivo, e na sequência à rede de internet, o que ainda é um problema a ser resolvido de forma estrutural, porém a tendência é que à medida que a pedagogia se adapta e se reinventa para ajudar as pessoas a tirarem o melhor proveito das tecnologias, o número de estudantes conectados ultrapasse barreiras sociais e econômicas parar trazer novos adeptos à estas tecnologias. 

Referências

Barbosa,  R. M. 2005. Ambientes  virtuais  de  aprendizagem, Porto Alegre, Artmed.

Carneiro, M.L.F. Turchielo, L. B. 2013. Educação a distância  e  tutoria: considerações pedagógicas e práticas, Porto Alegre, Evangraf.

Delors, J. 1998. Educação: um tesouro a descobrir. Relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI. Brasília, Cortez. [Online]. Disponível: http://dhnet.org.br/dados/relatorios/a_pdf/r_unesco_educ_tesouro_descobrir.pdf. [Acesso 19 junho 2022].

Moran, J. M. 1998. Mudanças na comunicação pessoal. São Paulo, Paulinas. 

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

Filosofias de Botequim: da escrita para a vida

Quem disse que eu queria um livro? 

Esta, é uma coletânea de pensamentos, sensações, recortes e fragmentos de um diário que coloquei em prosa, poesia, poemas e crônicas. 

Momentos de confabulações que eu vivi, ou ainda que escrevi na hora do devaneio, da viagem de ônibus, de trem e avião, que talvez possam ajudar outras pessoas a tomarem decisões mais acertadas em situações semelhantes, pois pelo menos comigo, metade das vezes deu certo. 
Não podemos acertar todas, senão a vida fica sem emoção e sem aventuras. 
Vivi o mundo, porque acredito que ele deve ser voado, explorado, vivido e aproveitado em sua totalidade. 
São monólogos, recheados de sentimentos, enigmas, nostalgias, filosofias próprias de quem não leva a vida tão a sério, por acreditar que ela é um jogo, e se encararmos com tanta seriedade, ninguém vence no final. 
Hoje com quase quarenta anos, certamente eu faria tudo de novo. 
Talvez, tivessem alguns incrementos, e um pouco mais de maturidade, mas falaria muita coisa de que falou neste livro, e faria bastante também. 
Sou grato por jogar essas memórias no papel, escolhi algumas para publicar e as que sobraram, fica para outro momento.

Sobre o Autor

Sátiro Souza, é “baianista”, uma mistura de baiano com paulista, atualmente vivendo no Goiás. 

Um cidadão do mundo, que quando criança leu um livro chamado “O mundo é para ser voado” e levou tão a sério, que sempre que pode viajar, sai para conhecer o pedacinho do mundo que ainda falta sem o compromisso de tornar poesia e sem a neura de fazer selfies desordenadas, por acreditar que a mais importante fotografia fica gravada na memória e não precisa se preocupar com espaço para armazenamento, porque a seu tempo estas imagens vão se reformando até se transformarem em fotos inéditas, fantasiosas, únicas e cheias de significantes e significados novos, assim como aconteceu com estas memórias, embora acontecidas, amenizadas pela distração que o tempo cuidou gentilmente de afastar do epicentro do mundo. 

Nunca saiu das terras brasileiras, por acreditar que não existe lugar mais lindo que o Brasil e que ainda tem assunto demais por aqui, para ir futricar algo fora do território brasileiro. 

Entres outras coisas, é diplomado em Pedagogia e Filosofia, mas não se intitula “Filósofo”, por achar que é muita pretensão, usar um título que já pertenceu a Heráclito de Éfeso. 

Solteiro desde sempre, virginiano que não acredita tanto na influência do posicionamento do sol e da lua no exato momento de sua concepção ou de sua chegada ao mundo, numa manhã de uma sexta-feira. 

Um exímio amante da educação, que faz jus ao nome, por gostar de satirizar as situações cotidianas, por acreditar que a vida já é muito complicada para tratá-la como algo tão sério. 

É um mutante que gosta e desgosta de algo com facilidade, que está sempre em construção, que se permite conhecer novos amanhãs, novos sabores, novas pessoas e novas sensações, todos os dias.